A super-bactéria HO41, uma perigosa cepa da gonorreia que poderia se tornar incurável. Até recentemente, a gonorreia, uma doença sexualmente transmissível, podia ser curada com antibióticos, mas com o tempo foi se tornando cada vez mais forte. Os rumores de casos infectados com uma cepa extremamente resistente, a bactéria HO41 (ou super-bactéria do sexo), volta a despertar os temores de que o momento de que esta doença não possa ser curada. Descubra como podemos deter o avanço desta "super-bactéria".

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada ano 106 milhões de pessoas são infectadas com gonorreia, uma doença sexualmente transmissível (DST) causada pela bactéria chamada Neisséria gonorrhoeae. Se não tratada adequadamente pode causar uma infecção dolorosa, infertilidade e, em alguns casos, uma inflamação no cérebro que pode ser fatal.

A Super-Bactéria do Sexo: Outra Razão Para Praticar o Sexo Seguro

Esta doença é conhecida desde os tempos medievais e neste ainda era incurável. Somente a partir da década de 1940, com o advento da penicilina e outros antibióticos, se começou a tratá-la de forma eficaz. Desde então, a bactéria tem sofrido mutações (alterações) e se tornou cada vez mais resistentes aos antibióticos que podiam combatê-la. Ou seja, tornou-se mais forte e, então, tem sido necessário usar medicamentos cada vez mais potentes para curá-la.

O primeiro caso de gonorreia mais forte, resistente a todos os antibióticos conhecidos, foi detectado no Japão, no ano de 2011. Tratou-se de uma cepa da bactéria chamada HO41, que se tornou conhecida como a "super-bactéria do sexo", precisamente por ser tão poderosa.

Em seguida, vários países, como Austrália, França, Japão, Noruega, Reino Unido e Suécia, têm relatado casos de gonorreia resistente às cefalosporinas, que são os antibióticos mais potentes que existem atualmente para combater esta doença. E agora, foram detectados dois novos casos no Havaí, onde inicialmente se pensou que novamente se tratava da super-bactéria HO41, embora mais tarde tenha sido confirmado que não era.

Além disso, devido aos temores que despertou essa possibilidade, os Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, por sua sigla em Inglês) esclareceu que a menção da cepa HO41, em muitos artigos e notícias refere-se ao caso identificado no Japão há alguns anos atrás. A cepa HO41 não foi detectada desde então e nunca foi relatada nos Estados Unidos.

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Imagine, a notícia despertou medo e muitos meios de comunicação têm mencionado que esta doença poderia ser mais poderosa do que o vírus da AIDS, em relação à velocidade com a qual poderia se expandir uma gonorreia resistente aos antibióticos disponíveis. No entanto, o CDC, embora reafirme a sua preocupação sobre a ameaça de que esta bactéria se torne resistente, esclarece que os tratamentos atuais recomendados ainda são eficazes nos Estados Unidos.

Além disso, não é comum que a gonorreia leve a morte. No entanto, os especialistas alertam que ninguém sabe o que pode acontecer se não for tratada a doença e tampouco o que aconteceria se a gonorreia se tornasse incurável. O mais desalentador é que alguns especialistas acreditam que não vai demorar muito para que isso aconteça e inclusive tem colocado como uma possível data o ano de 2015.

Leve em conta que atualmente, depois da clamídia, a gonorreia é a segunda infecção de transmissão sexual mais comum a nível mundial. Por isso, é urgente descobrir um novo medicamento ou alternativa de curar ou evitar a gonorreia. E para evitar um futuro apocalíptico, há dois anos a Organização Mundial de Saúde tem recomendado um acompanhamento mais cuidadoso do uso correto dos antibióticos (e nisso é muito importante a sua participação) e, é claro, incentivar as pesquisas em busca de outras opções para o tratamento deste tipo de infecções.

Você tinha alguma ideia dessa situação? A gonorreia é apenas uma DST (doença sexualmente transmissível), que pode pôr em perigo a sua saúde e até mesmo sua vida. Lembre-se que a melhor maneira de combatê-la é tentar evitar a sua propagação. Como? Praticando sexo seguro em qualquer idade.

Para se proteger, siga as seguintes recomendações:

  • Mantenha relações sexuais apenas com alguém que não esteja infectado, que apenas faça sexo com você e que não use drogas intravenosas (injetáveis).
  • Use sempre preservativos se você não tem um parceiro fixo. Use-os também, se você tem dúvidas se o seu parceiro tem uma doença sexualmente transmissível ou se tiver relações sexuais com mais alguém ou se você não estiver completamente seguro (a).
  • Se você é mulher e o seu parceiro se recusa a usar um preservativo, use um preservativo feminino. Não são tão eficazes quanto os masculinos, mas oferecem certa proteção.
  • Não deixe que o sangue, sêmen, urina, fluído vaginal ou material fecal de ninguém penetre o seu ânus, sua vagina ou sua boca.

Não negligencie, já que, como diz o ditado "cuidar-se é amar-se", e se você fizer isso poderá continuar desfrutando da sua saúde, dos benefícios do sexo e de uma vida sexual plena.