Se você está tomando medicamentos, receitados ou de venda livre, preste atenção. Os medicamentos podem ser necessários para tratar seus sintomas, manter sua saúde e até mesmo salvar sua vida, mas se utilizá-los de forma inadequada podem ser uma faca de dois gumes e te causar danos. Tome precauções para garantir que isso não aconteça.

Tomar uma pílula ou algumas colheres de sopa de um medicamento parece algo muito simples e até inofensivo, mas não é, se você não faz isso corretamente. Consumir um medicamento de forma inadequada, seja de venda livre ou prescritos, pode ser prejudicial para o organismo, a solução está em suas mãos. Basta apenas saber quais são os erros mais comuns, e saber o que fazer para evitá-los.

Sete Erros Que Você Poderia Cometer ao Tomar Medicamentos e Como Evitá-los

A maioria dos erros ocorre mesmo no consultório do médico ou na farmácia do que em sua própria casa, e mais de um milhão de pessoas são afetadas por eles a cada ano apenas nos Estados Unidos. Suas causas mais comuns são:

Má comunicação entre o médico, o farmacêutico e você; medicamentos e abreviaturas médicas cujos nomes se parecem; assim como receitas ilegíveis ou instruções confusas.

Em seguida, enumeramos os erros mais comuns que normalmente cometem as pessoas e suas soluções para que as utilize como um guia:

1. Não averiguar com o seu médico o nome exato do medicamento. Existem milhares de medicamentos que necessitam de receita médica e, por vezes, é difícil ler o nome. Existem muitos outros que podem ser comprados sem receita médica, e tanto os nomes de uns como de outros, às vezes se parecem muito, e podem ser facilmente confundidos e acontece com frequência.

Solução: peça ao seu médico que pronuncie lentamente ou escreva em um papel para seu próprio uso, com letra clara, o nome dos medicamentos que te receitou. Quando você vai comprá-los, mostre o papel ao farmacêutico e verifique também para se certificar de que se trata do medicamento correto.

2. Confundir um medicamento com outro. Por exemplo, usar nos olhos gotas para os ouvidos ou vice-versa.

Solução: sempre verifique duas vezes o rótulo para se certificar de que está usando o medicamento correto. Se você não enxerga bem - especialmente se você precisa da medicação à noite -, ilumine bem o quarto e em caso de dúvida, peça a ajuda de outra pessoa.

3. Não informar ao médico sobre todos os medicamentos que toma ou aos que tem alergia. Você sabia que muitos medicamentos podem interferir com os outros e causar reações adversas? E quanto mais medicamentos ou suplementos, incluindo suplementos de ervas, que se tome, maior é o perigo.

Solução: quando você visitar o médico, leve uma lista dos medicamentos prescritos por outros médicos, com sua dosagem e frequência. Inclua na lista o nome dos medicamentos que te causarão reação no passado, e não se esqueça de adicionar os suplementos de venda livre que você está tomando por conta própria ou sob a orientação de outro profissional de saúde.

4. Não verificar com o seu médico a dose dos medicamentos com receita. Se tomar mais (ou menos) do que a dose necessária, pode complicar uma doença em vez de curá-la ou aliviá-la.

Solução: pergunte ao seu médico como e quando deve tomar um medicamento, e se você deve tomá-lo ou não com comida. Verifique também seus efeitos colaterais, e o que deve fazer se eles se apresentam. Escreva suas instruções, e compare-as com as que estão no rótulo do medicamento quando o comprar. Se existem grandes discrepâncias, esclareça suas dúvidas com o seu médico ou farmacêutico.

5. Dividir uma pílula que não deve ser dividida. Talvez você costume dividir uma pílula para economizar dinheiro ou para suavizar um pouco seu efeito. Mas existem pílulas que podem ser divididas e outras não. Algumas vão se dissolvendo pouco a pouco, e dividi-las faz com que seus ingredientes ativos saiam todos de uma vez, o que não é bom. E se você divide aquelas que têm uma capa protetora para causar menos danos, se rompem no estômago em vez de nos intestinos, e o organismo não as absorve corretamente.

Solução: antes de dividir a pílula, consulte o seu médico. Se for muito caro, talvez haja um medicamento genérico que proporcione os mesmos resultados a um custo menor. E se você quiser suavizar um pouco seu efeito, é possível que o médico prescreva a mesma pílula, mas com uma dose mais baixa.

6. Mastigar as pílulas que não são para mastigar. Acredita que tem o mesmo efeito e termina mais rápido do que se tomá-la? Nem sempre é o caso.

Solução: sempre siga as instruções do rótulo ou do médico. E tampouco corte ou esmague. Mastigá-las, cortá-las ou esmagá-las pode modificar a forma como o seu corpo a absorve.

7. Tomar uma dose mais elevada de um medicamento. Talvez você pense que se tomar mais de um medicamento, vai se curar logo, mas isso não é verdade. "Mais" nem sempre é "melhor". Ou talvez você não saiba que um medicamento prescrito por seu médico contém um ingrediente que também está presente em outro que já toma. Por exemplo, se você tomando um analgésico com acetaminofen para aliviar os desconfortos de um resfriado, e também o seu médico receita Tylenol com codeína (que também contém acetaminofen) para aliviar uma dor, você pode acabar tomando uma dose muito maior da substância (o acetaminofen, neste exemplo). O ruim: muito acetaminofen pode causar danos ao fígado, especialmente se combiná-lo com bebidas alcoólicas.

Solução: quando te receitam um medicamento novo, examine os ingredientes no rótulo para ver se algum coincide com os medicamentos que já está tomando. Se for assim, pergunte ao seu médico se é seguro para você. É a solução ideal? Quando você vai ao médico, assim como no ponto três, leve em uma bolsa todos os medicamentos que toma, com receita e sem receita, assim como vitaminas e suplementos. Assim, ajudará a manter seus registros atualizados, e, a saber, se algum medicamento novo pode ser contra-indicado com os outros que você toma.

Para resumir: a informação é sua melhor arma. Sem necessidade de sobrecarregar o médico, certifique-se de informá-lo sobre os medicamentos que toma. Se necessário, faça uma lista com suas dúvidas para que não se esqueça de perguntar e para economizar tempo. É importante que as esclareça antes de iniciar qualquer tratamento.

Denise Cipolli Terapeuta Holística

Denise Cipolli
Terapeuta Holística
Denise A. Ribeiro Cipolli possui mais de 5 anos de experiência em terapia holística e é formada pela UHB Universidade holística Do Brasil de Guaratinguetá desde 2012.