A aptidão física é a chave para manter seu cérebro jovem. Nós já sabemos que o exercício é bom para o nosso corpo e que também pode ser uma fonte de juventude para o nosso cérebro.

Estudos mostram que, ao longo do tempo, nossas mentes também se tornam menos flexíveis e ágeis. Perdemos a capacidade de processar novas informações ou alternar entre tarefas mentais rapidamente. Mas a prática de atividade física ajuda a combater esses problemas e a reduzir seus efeitos com o passar do tempo.

Além disso, estudos anteriores mostraram que o exercício físico pode ajudar a estimular as áreas do cérebro que convertem novas informações em memória de longo prazo, além de ampliar nossa capacidade de aprendizagem.

Estudo Revela Qual Melhor Momento para se Exercitar e Aumentar sua Memória

Ainda que não estejam claros como estes benefícios para a saúde mental são fornecidos pelos exercícios, pesquisadores acreditam que o aumento da liberação de oxigênio e a melhor saúde arterial que acompanham níveis de aptidão física mais elevados possam estar por trás dessas descobertas, pois ajudam a proteger o cérebro de perder volume de tecido e melhora o seu funcionamento, o que trás muitas vantagens para a saúde mental.

Agora, um novo estudo levou essa informação um passo adiante e encontrou o melhor momento em que o exercício pode ajudar a maximizar a aprendizagem.

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Com base em pesquisas anteriores que descobriram que o exercício libera bioquímicos que melhoram a função mental, cientistas do Donders Institute for Brain, Cognition and Behavior at Radboud na Universidade Radboud na Holanda e na Universidade de Edimburgo na Escócia, realizaram um estudo para determinar quando o exercício foi mais benéfico para a aprendizagem.

Os participantes, uma amostra reconhecidamente pequena de 72 adultos saudáveis ​​masculinos e femininos, foram primeiro convidados a realizar um teste de computador que desafiou sua aprendizagem visual e espacial. Metade dos praticantes realizaram um treino de circuito em uma bicicleta ergométrica por 35 minutos imediatamente após o teste. A outra metade fez o mesmo exercício, mas não até quatro horas depois de terem sido testados.

Dois dias depois, todos os participantes retornaram ao laboratório para um teste de recall e foram conectados à máquinas de ressonância magnética funcional (RMF) para avaliar sua atividade cerebral. Os participantes que se exercitaram quatro horas depois do teste no computador foram capazes de recordar o que tinham aprendido com maior precisão. As ondas cerebrais desses participantes também mostraram níveis de atividade mais consistentes, indicando que seus cérebros eram menos exigidos para lembrar o que tinham aprendido.

De acordo com essa pesquisa, o melhor momento para se exercitar para otimizar o aprendizado é quatro horas após o estudo. Mas por que? Essa é uma questão que os pesquisadores ainda não responderam. Outra questão deixada sem resposta é o nível de exercício que melhor aprimorará a aprendizagem. No entanto, os pesquisadores observaram que exercícios leves podem não dar ao cérebro um impulso bioquímico para melhorar a aprendizagem.