A partir do momento da concepção, nosso corpo começa a gerar um novo órgão: a placenta, que nos acompanhará durante toda a gravidez. Durante as 40 semanas, a placenta se encarrega de fornecer nutrientes e oxigênio para o bebê; de liberar estrógeno, progesterona e hCG (gonadotrofina coriônica humana ou "hormônio da gravidez"); e de filtrar as toxinas e substâncias químicas que não devem chegar ao nosso filho ou filha.

Embora seja incomum, existem certas anomalias relativas à placenta que podem ser geradas durante a gravidez. É conhecido como "placenta acreta", "descolamento prematuro da placenta" e "placenta prévia".

Se chama "placenta prévia" quando a placenta se desprende do seu lugar e chega a cobrir uma parte ou todo o colo do útero. Uma em cada 250 grávidas sofre com esta complicação, em qualquer das suas etapas: marginal (quando se estende para as bordas do colo do útero), parcial (quando se cobre uma porção do colo), e completa. Como sinais, apresenta hemorragias dolorosas no terceiro trimestre, contrações prematuras, posicionamento anormal do bebê e/ou um aumento exagerado do útero. Por sua vez, são fatores de risco a idade avançada da mãe, uma grande quantidade de gravidezes e ter tido alguma cirurgia do útero. O tratamento, se você não sofre hemorragias, é repouso: a maioria das placentas prévias se corrige com o repouso. A hospitalização é necessária para trazer o bebê na 36ª semana se existe hemorragia. Se forem muito graves, pode-se recorrer a transfusões.

Anomalias da Placenta: Placenta Acreta, Descolamento Prematuro da Placenta e Placenta Prévia

O descolamento prematuro da placenta ocorre naturalmente no momento do nascimento, mas é uma anomalia se acontece antes do tempo, já que obstrui ou interrompe completamente o fluxo de oxigênio e nutrientes até o nosso bebê. Ocorre em uma de cada 120 gestações, e entre seus fatores contribuintes está sofrer de diabetes gestacional, hipertensão arterial, miomas ou pré-eclâmpsia, fumar ou consumir drogas, ter idade avançada e/ou carregar uma gravidez múltipla. O principal sinal de desprendimento é um sangramento muito escuro. Também é possível sentir dor abdominal, náuseas, cãibras, sede excessiva, contrações contínuas e intensas, e até mesmo desmaios. É classificada em três graduações: primeiro grau, se o sangramento for leve, segundo se o sangramento é moderado, existem contrações e batimentos cardíacos fetais enfraquecidos, e terceiro, se houver uma hemorragia grave, dor e contrações muito intensas. O tratamento depende da saúde do bebê: se não apresenta sinais de sofrimento, se tentará continuar a gestação, embora monitorada de perto. Caso contrário, se recorre a uma cesariana.

A "placenta acreta" é o caso contrário: ocorre quando a placenta se une muito fortemente com as paredes do útero, impedindo a expulsão no parto. Ocorre em uma de cada 2.500 gestações, é a mais rara das anomalias. Se não for detectada antes do nascimento, pode provocar a ruptura do útero e subsequente infertilidade. Se for diagnosticada com um ultrassom, é planejada uma cesariana especial para salvar o útero.